sábado, 20 de novembro de 2010

Tenha um dia feliz...


Desejo à você... 
Fruto do mato 
Cheiro de jardim 
Namoro no portão 
Domingo sem chuva 
Segunda sem mal humor 
Sábado com seu amor 
Filme do Carlitos 
Chope com os amigos 
Crônica de Rubem Braga 
Viver sem inimigos 
Filme antigo na TV 
Ter uma pessoa especial 
E que ela goste de você 
Música de Tom com letra de Chico 
Frango caipira em pensão do interior 
Ouvir uma palavra amável 
Ter uma surpresa agradável 
Ver a banda passar 
Noite de lua cheia 
Rever uma velha amizade 
Ter fé em Deus 
Não ter que ouvir a palavra não 
Nem nunca, nem jamais e adeus. 
Rir como criança 
Ouvir canto de passarinho 
Sarar de resfriado 
Escrever um poema de amor 
Que nunca será rasgado 
Formar um par ideal 
Tomar banho de cachoeira 
Pegar um bronzeado legal 
Aprender uma nova canção 
Esperar alguém na estação 
Queijo com goiabada 
Pôr-do-sol na roça 
Uma festa 
Um violão 
Uma seresta 
Recordar um amor antigo 
Ter um ombro sempre amigo 
Bater palmas de alegria 
Uma tarde amena 
Calçar um velho chinelo 
Sentar numa velha poltrona 
Tocar violão para alguém 
Ouvir a chuva no telhado 
Vinho branco 
Bolero de Ravel 
E muito carinho meu. 

Carlos Drummond de Andrade 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sentir se amado








O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama. 
Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. 

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois. 

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”. 

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.” 

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. 

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo. 



Martha Medeiros

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A Outra Janela




Conta-se que uma certa menina tinha um lindo cãozinho de estimação.
Ela devotava muito carinho e atenção por ele. Todos os dias, ao cair da tarde, ficava na varanda de sua casa, olhando seu cãozinho brincar.

Certo dia, ao voltar da escola, percebeu um movimento intenso e algo estranho no ar...
O que houve? Perguntou à sua mãe.

O cãozinho morrera, um carro o atropelou e o matou. Que tragédia, para aquela menina!
Após uns dias isolada no quarto, curtindo sua tristeza, ela passou a adotar um comportamento estranho. Todos os dias, ao cair da tarde, ficava na janela do seu quarto, olhando para o portão da casa, numa ingênua ilusão, esperando ver seu cãozinho voltar.

Assim ficou por muitos dias. Até que, seu pai com o coração partido por ver a filha assim, tomou-a nos braços e disse:
Filha, lá em nosso jardim nasceu uma linda flor. Venha, mude de janela!

Nossa existência é semelhante a uma casa de muitas janelas, que possibilita a contemplação de várias paisagens.
O problema é que muitos fazem da vida uma casa de uma única janela. E ali, ficam debruçadas, por anos. Quando alguém age assim, o foco da sua atenção fica limitado, impossibilitando-o de ver outras paisagens. Na vida, às vezes, temos que mudar de janela, para contemplar o novo ao nosso redor.

Uma janela que precisa ser fechada é a do ressentimento.

Quem fica debruçado sobre esta janela olha a vida pelo ângulo da amargura, do desencanto, da tristeza profunda. A pessoa ressentida, perde a confiança no amor, não investe em novos relacionamentos, fecha as portas para o perdão e tem visão muito negativa da vida.
É como olhar para o céu e só enxergar nuvens escuras.

Mude de janela!

Abra o coração para o perdão. A janela do perdão nos faz mais humanos, mais tolerantes, mais cheios de graça e beleza interior.
Outra janela que precisa ser fechada é a do medo. O medo é um mal terrível. É a doença mais grave do nosso século. Milhares de pessoas estão fixadas nesta janela. Somente vêem os perigos, os obstáculos, as dificuldades.

Na mente delas não existem sonhos, só pesadelos. Quem fica a olhar a vida através da janela do medo, só contempla o caos.

Troque a janela do medo, pela da coragem. Ela desperta em nós a determinação e o otimismo. Contemple, através da coragem, as conquistas dos vitoriosos.

O medo é como o câncer fatal. Mude de janela! Medo é a derrota antecipada.

Terrível é a vida dos que se fixaram na janela do passado. Não vêem nada em sua frente a não ser motivos para lamentar.

Quem vive debruçado sobre o passado não consegue vislumbrar o futuro. São pessoas que vivem na pré-história: – ah! quando eu era jovem; quando eu era solteiro! ah! se o tempo voltasse!
Mude para a janela da esperança. Ela nos faz sonhar com dias melhores.

Quem quer vencer na vida, precisa ter a reflexão no passado, os pés no presente e os olhos no futuro, e caminhar sempre nessa direção!...

Mude de janela e veja que você não está só.

Deus está ao seu lado, talvez, naquela flor que nasceu e você não percebeu porque se tornou escravo de uma janela só. Outras janelas podem significar novos sonhos e novos dias.
Busque a janela que lhe mostrará a mais linda flor, o mais caloroso sol, o mais gratificante sorriso de uma criança, a mais encorajadora vontade de lutar contra os obstáculos, a maior certeza de que você tem muitas vitórias a serem conquistadas.

Enfim, busque a janela da sua felicidade plena!

Saiba que você pode ser apenas mais alguém no mundo, mas, certamente, você é o mundo para alguém.

Saiba tirar vantagem disso para transformar os seus dias e os dias daqueles que você ama, em dias melhores.

A Bagagem



Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina de mão...
A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, por pensar que são importantes ...
A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher:
Ficar sentado a beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.
Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem....
Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala.
Mas, o que tirar ?
Você começa tirando tudo para fora... veja o que tem dentro:
Amor, Amizade...nossa ! Tem bastante, curioso, não pesa nada...
Tem algo pesado.... você faz força para tirar.
Era a Raiva - como ela pesa !
Aí você começa a tirar, tirar e aparecem a Incompreensão, Medo, Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala .
Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem....
Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade...
Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora um monte de Tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante....
Procure então o resto: a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância e o Bom e Velho Humor.
Tire a Preocupação também.
Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela...
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.
Mas, pense bem o que vai colocar dentro da mala de novo, hein.
Agora é com você.
E não se esqueça de fazer essa arrumação mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO, e sua bagagem, poderá pesar novamente.



















Acreditar e agir


         Um viajante ia caminhando em solo distante, as margens de um grande lago de águas cristalinas. Seu destino era a outra margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem coberto de idade, um barqueiro, quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo.
         O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. Logo seus olhos perceberam o que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, o viajante pode observar que se tratava de duas palavras, num deles estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro AGIR.
         Não podendo conter a curiosidade, o viajante perguntou a razão daqueles nomes originais dados aos remos. O barqueiro respondeu pegando o remo chamado ACREDITAR e remando com toda a força. O barco, então, começou a dar voltas sem sair do lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo AGIR e remou com todo vigor. Novamente o barco em sentido oposto, sem ir adiante.
         Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, remou com ele simultaneamente e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago chegando ao seu destino, à outra margem.
Então o barqueiro disse ao viajante:
_ Esse porto se chama autoconfiança. Simultaneamente, é preciso ACREDITAR e também AGIR para que possamos alcançá-lo!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Aprendendo com o pai





Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:





- O que achou do que viu? O filho respondeu:


- Foi muito legal, pai !


- Você viu como as pessoas pobres podem ser? 


O pai perguntou.


- Sim." 


- respondeu o filho.





- E o que você aprendeu ? 





- o pai perguntou. - O filho respondeu:





- Eu vi que nós temos um cachorro em casa e eles tem quatro.


- Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim e eles tem um riacho que não tem fim.


- Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz e eles tem as estrelas e a lua.


- Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles tem uma floresta inteira.





Quando o pequeno garoto estava acabando de responder, seu pai ficou estupefato.





Seu filho acrescentou: - Obrigado pai, por me mostrar quanto pobres nós somos! Não é verdade que tudo depende da maneira como você olha para as coisas? 





Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor 


e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo!

Faça valer a pena


A revista Isto É publicou uma excelente entrevista com Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Uma das perguntas desta entrevista, e a respectiva resposta, você verá a seguir. Medite sobre ela.
ISTO É – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus, isso é verdade?Shinyashiki - A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade:

primeira, é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.



segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.


terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.resultado é esse consumismo absurdo.



Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe.
Não há um caminho único para se fazer as coisas.



As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.

Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.



Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete,


ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar




ou indo a praia ou ao cinema.


Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
"Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.

Roberto Shinyashiki



....”aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas”....


Todos, na hora da morte....
”dizem se arrepender de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.”...



Pense.... medite.... 
Alguma coisa parece semelhante em tua vida?